Os tellKujira de Ambra Chiara Michelangeli (viola), Francesco Diodati (guitar), Stefano Calderano (guitarra) e Francesco Guerri (violoncelo), trouxeram algo bem mais ancorado na ideia de experimentalismo de veia europeia. Segundo eles, são uma espécie de quarteto de cordas imperfeito, com duas guitarras elétricas no lugar dos habituais violinos. Alternam entre o improviso à Fred Frith e o pós-rock, enquadrando a interação sónica com pequenas peças singulares que poderiam funcionar melhor como uma banda sonora. Recorrem a dissonâncias e planícies de cacofonia para atingir a eficácia dos contrastes nas partes mais calmas. E são estas, a par de outras onde os feedbacks de guitarra atingem o ponto certo de eletricidade contida, as melhores.
Laura Agnusdei e Valentina Magaletti (Vanishing Twin e Tomaga), a primeira no saxofone e a segunda na bateria, criaram outro tipo de banda sonora. Agnusdei possui uma variedade de trejeitos sónicos, seja recorrendo a pedais de efeitos, seja na ambição exploratória da acústica do instrumento. Mas é por entre estes espaços futuristas e artificiais, quando acontece o resgate do acústico puro, que aconteceram as interações mais deslumbrantes entre a bateria e o saxofone, não sendo mais nada necessário para colmatar espaços. Ambas são virtuosas. Confiantes. Vagueiam num à vontade digno de todos os palcos, e as caretas de Magaletti eram a expressão pura desse diálogo aceso.
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