Bundy K. Brown fez parte dos Bastro (juntamente com John McEntire e David Grubbs) e esteve no primeiro disco dos Gastr Del Sol, The Serpentine Similar (1993), antes de se juntar aos Tortoise. Contudo, Bundy não ficou muito tempo na banda. Foram apenas três anos (91-94): um primeiro álbum, prestes a ser remisturado, experimentado, virado do avesso em Rhythms, Resolutions & Clusters (Thrill Jockey, 1995) e o EP Gamera (Thrill Jockey, 1995). "Digamos que eu tinha ideias fortes em relação à direcção que eu queria ter na indústria da música", disse numa reportagem à revista Wire em 2001. Dois problemas: o primeiro, um concerto marcado pela editora para um grupo de jornalistas ingleses. Bundy não gostou nada da ideia de ter de tocar a pedido e decidiu não alinhar na tour europeia que se seguiu. O segundo, mais ou menos na mesma altura, foi o convite para fazerem uma versão de uma música dos Joy Division para a compilação A Means to an End: The Music of Joy Division (Virgin, 1995). A oferta era avultada (o que não contribuiu nada para esfriar princípios idealistas), os Joy Division eram uma banda admirada, mas para Bundy não foi fácil: "Quando tentas viver da música, tens de tomar decisões que não são muito vendáveis nem muito hediondas para ti, mas estás a aceitar dinheiro para fazer música que não farias de outra forma. Foi muito difícil para mim ter de conviver com essas decisões". Resultado: os Tortoise fizeram uma versão de Transmission (intitulada As You Said) e Bundy deixou a banda.
Depois da passagem pelos Tortoise, gravou Directions in Music (1996) com os Directions e reencontrou-se com Doug McCombs nos dois discos dos Pullman,Turnstyles and Junkpiles (1998) e Viewfinder (2001). Três discos soberbos.
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